Como lidar com a autosabotagem? Como parar de me sabotar? Existe cura pra autosabotagem? E se eu te disser que ela nem existe…?

Ah, o tema da Autosabotagem! Sempre tão presente nesse meio de autodesenvolvimento, de autoajuda e desenvolvimento pessoal. Todo mundo quer saber! Porque eu estou me sabotando? Porque eu quero muito algo mas não consigo realizar? Porque quando estou chegando perto dos meus objetivos eu mesmo me saboto? E esse é o toma do post de hoje.

Primeiro de tudo eu quero deixar claro para vocês que eu não acredito em autosabotagem. É isso mesmo, pra mim, a autosabotagem não existe! Agora, se é nisso que eu acredito, porque eu estou escrevendo um texto sobre esse assunto, você se perguntaria… É porque eu quero te explicar as dinâmicas por trás dessa minha convicção!

Eu não acredito que nosso corpo ou nossa mente trabalhem contra nós. Nunca. Sempre existe uma razão positiva pela qual aquilo que aparentemente é uma sabotagem, um “ferrar comigo mesmo”. Sempre existe uma intenção positiva, e geralmente ela tem como objetivo nos proteger de algo.

Imagine você que uma mulher quer muito ter um relacionamento amoroso daqueles dos livros de romance. Ela é romantica, ela gosta de paixão, ela se identifica com as mulheres que vê nos filmes sobre o amor. Ela quer, ela deseja muito criar isso na vida dela, porém os homens que se apresentam geralmente não são do tipo dela, ou então acabam deixando ela no vácuo, desaparecendo, ou traindo.

Porque essa mulher que tem tanta clareza sobre o que ela quer não está conseguindo criar isso? “Porque a lei da atração não funciona pra mim?”, ela poderia estar pensando!

Aí é que entra essa energia protetora que não deixa isso acontecer, por diversos motivos:

  • Pode ser que ela não acredite ser capaz de existir alguém bom assim pra ela
  • Pode ser que ela não se sinta merecedora de alguém assim, sendo ela tão imperfeita
  • Pode ser que ela tenha sido machucada e magoada em uma relação tão profundamente que ela tem muito medo de se entregar e o pior acontecer de novo
  • Ela pode ter sido abandonada e rejeitada algumas vezes e isso se tornou algo conhecido para ela, muito mais do que ser amada e respeitada
  • E muitas outras variáveis, a maioria delas inconscientes, que podem estar causando esse cenário na vida dela!

Então quer dizer que não estamos sabotando a nós mesmos, mas que na verdade existe um mecanismo inconsciente que trabalha o tempo todo para nos proteger (de medos reais e também de medos irreais) e nos manter na área conhecida (zona de conforto)? Sim, é nisso que eu acredito.

E é também o que diz o autor americano Gay Hendricks em seu livro The Big Leap (algo como “o grande salto” em português). Nesse livro ele cria um termo interessantíssimo chamado “o limite superior”. Esse seria o nosso “teto” na vida, o limite máximo que somos capazes de lidar na vida de realização, felicidade, amor e até mesmo sucesso e dinheiro.

Hendricks nos ensina que esse limite superior é criado fundamentalmente por 4 crenças raízes:

  1. Eu sou fundamentalmente defeituoso (tenho defeitos, nasci assim e morrerei cheio de defeitos)
  2. Quero ser fiel à minha origem e minhas raízes (Seguir o legado da sua família, seus ancestrais)
  3. Mais sucesso trará mais responsabilidade e mais trabalho
  4. Tenho medo de ofuscar os outros

Se você é Thetahealer já pode preparar seu caderninho de Digging para começar a investigação dessas crenças! Se voc6e ainda não é ou nem sabe o que é o Thetahealing, aqui nesse site você encontra todas as informações detalhadas.

Mas como a gente supera esse limite superior? Esse “teto” que a gente mesmo se coloca? Eu vou trazer aqui quatro ensinamentos de Gabrielle Berstein sobre resistência, que eu acho que podem ser muito úteis pra gente sair da autosabotagem:

  • Reconheça e toma consciência desse comportamento na sua vida

Diga a si mesmo: “Olha, acabo de encontrar aqui meu limite superior. Não estou conseguindo ir além dele… Que bom, encontrei!”

  • Entregue-se à guiança espiritual

Gabrielle nos ensina uma linda oração para que a gente saia do nosso próprio caminho e deixe o divino agir através e por nós:

“Hoje eu entrego meus objetivos e planos aos cuidados do Universo. Eu ofereço minhas intenções e aceito orientação espiritual. Acredito que exista um plano muito maior que o meu. Eu sei que onde antes havia falta e limitação, existem soluções espirituais e idéias criativas. Dou um passo atrás e deixo o amor liderar o caminho. Seja feita a tua vontade.”

  • Solte o julgamento

O julgamento nos mantém emaranhados em uma situação, quando soltamos o julgamento isso traz mais liberdade. Comece observando quando está julgando e escolhendo ativamente parar de julgar. Inclusive começando com o julgamento de si mesmo.

  • Escolha ativamente a alegria

No seu livro mais recente, chamado SuperAttactor, essa autora nos convida a sempre que nos sertirmos bem, buscar mais disso. Se permitir ficar naquele sentimento bom, e expandir dentro dele.

Eu chamo isso de alongamento, e pra mim essa é a etapa mais importante para vencer a autosabotagem e o nosso limite superior: Ir alongando as suas capacidades de se sentir bem. Sabe quando a gente vai alongar em uma atividade física? Que suas pernas se esticam até um certo ângulo e depois disso elas simplesmente não vão mais? É isso que acontece com nosso limite superior, e esse é o motivo da nossa autosabotagem. Agora, quando a gente vai um pouquinho além em cada uma das aulas de ginástica no nosso limite de alongamento, depois de algumas semanas nosssas pernas se esticam em um ângulo muito maior, nós ganhamos alongamento!

Então, finalizo esse meu texto com um convite? Vamos alongar os nossos limites superiores? Todas as vezes que você se sentir chegando perto de um dos seus limites, inicie o processo de alongamento: permita-se sentir um pouquinho melhor, permita-se ficar mais um pouquinho nesse estado bom, e veja a mágica acontecendo!

Aqui nessa aula ao vivo eu ensinei isso na prática com vários exemplos de como fazer o nosso próprio alongamento:

Um abraço e até o nosso próximo encontro!


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