No último post eu contei sobre a minha vitória de finalmente estar entrando no “automático” com meus hábitos de descanso, mas nesse post eu quero abrir meu coração e contar sobre os meus medos.

Eu nunca parava antes por ter muito medo de não conseguir voltar no mesmo ritmo que eu estava, e eu acreditava que aquele era o único ritmo certo pra mim, possível pra mim.

Sabe quando um carro está em movimento, com o motor quente, a 120km/h? Era assim que eu me sentia! Andando, produzindo! Tá rolando, não para agora não! E se você não conseguir voltar?

E meu maior medo era desligar esse carro e ele parecer um carro com o tanque cheio de etanol em um dia de muito frio de manhã cedo, sabe? Você tenta ligar, tenta, tenta, tenta… E o carro falha. Nem liga, quem dirá chegar a 120km/h. Era meu maior pesadelo.

Sabe o que aconteceu? Exatamente isso (risos!).

Depois de tanto tempo com máquina ligada sem manutenção apropriada, a hora que parei, precisei de mais do que imaginei para me recompor. E não voltei aos 12okm/h. E nem desejo, credo.

Que loucura, né?

A verdade é que eu não parei, eu diminui bastante meu ritmo a ponto de ter tempo para a manutenção tão necessária da galinha de ovos de ouro da minha vida: Eu mesma.

E ao diminuir esse ritmo eu gostei. Gostei tanto que decidi ter um novo ritmo, um ritmo que acomoda melhor a minha vida, a minha saúde e a minha realização.

Eu finalmente consegui sair da corrida dos ratos. Foi meio aterrorizante mas a pandemia me ajudou – e muito.

Todas as vezes que me sentia culpada por estar descansando demais, ou me cuidando demais eu pensava: “Meu Deus Gabriella, estamos em uma pandemia! Se permita respirar!”.

Não, eu não parei de trabalhar. Na verdade, eu precisei trabalhar ainda mais inteligentemente que antes, já que meu marido, que é músico, ficou impedido de fazer shows por mais de um ano, e também eu resolvi mudar radicalmente as entradas de renda na minha empresa.

E olha que coisa mais surpreendente: Consegui fazer tudo isso sem me matar como antes. Esse exagero não é mais requerido. Eu aprendi que quando eu me cuido eu entrego e rendo muito mais, de maneira mais sábia. Algo que eu já sabia na mente, mas não tinha ainda tido a coragem de implementar.

E como sempre, a coragem pagou muito bem! No fim das contas, perder o meu ritmo e encontrar um novo ritmo foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.

Até amanhã!


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